Secura ocular: conheça a síndrome que aflige milhões de brasileiros


Entre os principais sintomas do olho seco estão a vermelhidão, o ardor e a coceira.

“O olho seco não se manifesta, necessariamente, pela falta de lágrima.” A afirmação é da Dra. Marindia Graciolli, oftalmologista da Clínica Mirabile. Ela explica que o filme lacrimal (o líquido produzido para manter os olhos lubrificados, nutridos e livres de infecções) é composto por três camadas: uma proteica, uma lipídica, e, finalmente, uma aquosa. Assim, a secura ocular deve ser compreendida como a descompensação de alguma dessas camadas – nem sempre a aquosa. Tal característica revela por que os sintomas da síndrome podem ser tão diferentes e exigem, sempre, um acompanhamento individualizado. “Utilizamos colírios e manobras específicas para definir o grau e o tipo do olho seco”, esclarece.


Os sintomas da síndrome variam, mas podem incluir o lacrimejamento e a intolerância à luminosidade. É comum enfrentar a famosa “sensação de areia”, queixa frequente da população, que nada mais é do que uma manifestação de prurido ocular. Também é importante lembrar que as causas frequentes da disfunção das glândulas lacrimais incluem o uso excessivo do computador e a exposição desmedida ao ar-condicionado, vento ou maresia.


De acordo com Marindia, as alternativas de tratamento iniciam pelo uso de colírios e por medidas de higienização dos cílios. A Mirabile também dispõe de um versátil equipamento chamado Etherea-MX, tecnologia que pode ser administrada na região periocular, para aprimorar a função das glândulas de Meibomius, cujas propriedades se mostram fundamentais para a produção da parte oleosa da lágrima.


Caso o problema não seja tratado com agilidade, a síndrome pode causar a ceratite, uma inflamação da córnea que reduz a visão e pode deixar sequelas permanentes. Embora a condição seja, na maioria das vezes, crônica, uma série de tratamentos podem melhorar o desconforto do paciente e evitar complicações futuras. Portanto, não esqueça: é indispensável realizar ao menos uma visita anual a um especialista. Assim, é bem mais fácil manter a saúde dos olhos em dia!


Dra. Marindia Graciolli, oftalmologista (CRM: 38.533 / RQE: 31.229)

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